quinta-feira, 7 de maio de 2026

22. Rio de Janeiro: uma cidade às cegas

 

Castelo, Centro, Rio - Pça. Mário Lago esquina R. São José - Foto: Guina Araújo Ramos, 29/04/2026

Triste Rio de Janeiro... 

Rio, cidade de altos e baixos, de belas formas e raízes disformes, de veios sem rumos e vias sem paz. Cidade que abandona o que fez e mal se refaz do abandono... 
No porto abrigado se fez a cidade de outrora. O acúmulo de bens e pessoas fez desta cidade o Centro de uma muito grande cidade. Aos poucos os meios e os ganhos levaram as pessoas de bens a ocupar o entorno das praias e serras. No que o passado não sustentou o presente, ficaram no Centro espaços vazios e pessoas sem bens. 

Restam muitos tesouros no Centro, entre eles os da História e os do Ambiente, mas há cegos poderes que insistem que o Rio seja uma terra sem lógica. Escondem com tapumes, plantados pelos que se agarram a negócios, a necessidade da presença de pessoas e árvores no Centro. Mais do que tapumes, pelo que se vê da prática dos poderosos, são antolhos!

Tapumes na Pça. Mário Lago  - Foto: Guina Araújo Ramos, 29/04/2026

Há muito espaço, em muitos andares, que podem ser ocupados. 

O Centro do Rio não precisa de mais construções que já nascem abandonadas...